A Arte da Guerra
Maquiavel
- Tema
- Estratégia e poder
- Situação
- Lido
- Nota
- Favorito9,0
Tratado militar em forma de diálogo, sobre exércitos, disciplina e o papel da milícia cidadã.
Minha resenha
Uma vez uma bibliotecária me disse, com toda a certeza do mundo, que esse livro não existia e que eu estava confundindo com o do Sun Tzu. No dia seguinte voltei lá com o meu exemplar na mão: aqui o livro que não existe kkkk. Puro ego, eu sei. Mas foi bom.
É o único dos tratados políticos do Maquiavel publicado enquanto ele estava vivo, e só isso já me deixa curioso. É escrito em forma de diálogo, e a defesa central é de que um Estado precisa de exército próprio, formado por cidadãos, em vez de depender de mercenários. Quem leu O Príncipe reconhece a mesma obsessão: não depender do que você não controla. Sou fã do livro pelas ideias e pela história dele.
Maior problema é o detalhe técnico militar da época. Formação de tropa, armamento, disposição de batalha, tudo isso envelheceu, e foi onde a leitura ficou mais lenta pra mim. Acho que muita gente abandona ali. O formato de diálogo também deixa o texto arrastado em alguns momentos.
Mesmo assim, é o Maquiavel de sempre, direto e pragmático, sem romantizar nada. Bacana pra quem já leu O Príncipe e quer ver de onde vem parte da lógica dele. Pra quem nunca leu nada do autor, eu não começaria aqui.